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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A importância dos ¨braços¨

Logo após o parto, passamos por várias dificuldades relacionadas à recuperação e aos primeiros cuidados com nosso recém-nascido.Neste momento, mesmo que tenhamos toda uma infraestrutura financeira, é de vital importância a presença de ¨braços¨ sejam eles dos avós, dos tios, de amigos....
Braços para segurar nosso filho após a mamada, na hora do choro para que a mãe e o pai possam dormir um pouco, braços para trocar as fraldas....mas infelizmente estes ¨braços¨ andam escassos. Nossas famílias estão pequenas e as pessoas têm pouco tempo para doar seus braços .
Passam os meses e  a euforia do nascimento  e eles ficam mais raros  sobrando  somente  quatro, do pai e da mãe!
Exemplo meu agora, que digito este texto com minha filha no colo, chorando e pedindo ¨braços¨.

5 comentários:

Mi disse...

Ooooo querida...como te entendo!
Moro nos Eua, tive uam filha e um filho e minha mae veio pra ficar duas semaninhas e tchau.
Como te entendo.
beijos e agora eh vc e ela e seu marido, a sua familia!

Túlio disse...

Tudo o que a Alessandra disse é muito verdadeiro, mas ao mesmo tempo que é trabalhoso é maravilhoso! Agora temos a nossa célula familiar e mesmo cercado de avós, cunhados, tios e dindos maravilhosos, de agora em diante seremos sempre a nossa célula.
Estou muito orgulhoso! Alessandra, uma pediatra dedicada que ama o que faz, uma mãe amorosa que se doa de corpo e alma!
Túlio (pai da Sara)

Be disse...

Ai Ale, achei bárbaro falar sobre a importância dos ¨braços¨, me encontrei muito neste texto. Foi o que realmente senti falta desde o nascimento da Rafinha, quero dizer, muuuita falta!!! Bjos p/ os pais e p/ a Sara!!!

Laura Suertegaray disse...

Ale tu salvou meu dia! passei uma madrugada de
chorro da Antonela, pensando porque a minha filha acorda de madrugada, se já tem 1 ano e 4 meses? isso tudo depois de um domingo exaustivo, sem " braços " de ninguem só meu e do Wolner, parece que tudo que escreveu era pra mim, hehe!!
Amei, beijão!!

Niny disse...

Oi doutora! Achei seu blog pelo google, de repente. Estava buscando (com a esperança de encontrar) a frase: "em quem acreditar? Avó ou pediatra?". Pode até parecer uma afronta, mas como você é mãe vai entender minha posição.

Logo que minha bebê nasceu (hoje ela tem 7 meses), ela não acordava para mamar. Com isso as mamadas foram ficando espaçadas (e ela mamava pouco) por falta de conhecimento da minha parte e orientação "estranha" da maternidade. Eu falava para as enfermeiras que ela não mamava pq não acordava e todas me diziam pra "não me preocupar, pois quando ela tivesse fome, acordaria chorando". Acreditando nisso eu fui para casa e nessa de "esperar" ela chorar, ela teve hipoglicemia.

Desfaleceu, ficou roxa, baixa oxigenação no sangue... quase morreu. Chegando no pronto socorro ela ficou internada durante uma semana, pois identificaram que o lactato estava muito alto. Enfim, acharam que era problema neurológico, fizeram milhares de exames e eu SOFRI MUITO durante esta semana (principalmente quando tiravam sangue da artéria dela, com 4 dias de vida).

Pq estou contando tudo isso? Pq minha sogra ficou em casa me ajudando durante os 40 dias... era janeiro e o calor estava DEMAIS. Ela é daquelas que dizem que o bebê tem que ficar enroladinho, sempre protegido (mesmo no calor)... e queria enrolar minha filha no calor. No hospital eu tive orientações para deixá-la só de body e etc.

Entramos em confronto quanto a isso e eu tive problemas psicológicos, pois acreditava que ninguém poderia pegar ou cuidar da minha filha a não ser eu ou meu marido. E o problema foi com minha sogra, ela não podia chegar perto da minha filha, eu passava mal por dentro.

Bom... estamos em agosto, dias muito frios. Peguei "trauma" de enrolar ou agasalhar demais. Bom... o que fazer? Escutar os conselhos da minha sogra ou o que o pediatra diz? Ele diz que no frio só é necessário um macacão mais quentinho e nada mais. Já ela, coloca body, mijão, macacão quentinho e uma blusinha de lã (quando estamos na casa dela).

Eu amo demais minha sogra, nos damos muito bem, a considero como minha segunda mãe. Sei que tudo o que ela faz é por amor e pelo bem da minha filha. Mas eu fico MUITO confusa!! Se eu faço o que o pediatra diz, ela fica preocupada. Se eu faço o que ela diz, o pediatra dá bronca!

Preciso muito de ajuda... gostaria que vc me respondesse como uma mãe que tem mãe e sogra e também como pediatra.

Acho que devemos ter equilíbrio, mas não estou conseguindo encontrar.

Obrigada!!

Niny